segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Festival de bolinhas


Tem constrangimento maior do que você chegar numa festa e dar de cara com alguém com um vestido igualzinho ao seu? Tem, sim. É quando você chega numa festa e a estampa da sua roupa faz parte da decoração.

E sabe quem pagou esse mico? A própria que vos fala (ou que vos escreve). A minha blusa de bolas brancas sobre fundo preto era igual a toalha da mesa, de cor preta com bolas brancas, usada na decoração da festa. Fazer o quê, senão levar na esportiva e tirar de letra? E, claro, dar umas boas gargalhadas.

sábado, 27 de agosto de 2011

Trapalhadas na padaria


A padaria é aquele lugar onde a gente começa o dia. É de lá que vem aquele pão quentinho, que a gente complementa com um bom café, preto, com leite ou capuccino, e... Estamos prontos para uma nova jornada!

Pois, como faço todos os dias, fui cedinho à padaria, mas, já da porta vi que a coisa não estava como sempre. Havia uma baita fila e o pão, que é bom, nada. É até engraçado ver como as pessoas ficam nervosas quando o pão atrasa. – É que o pão faz parte da engrenagem do dia-a-dia do cabra e quando ele atrasa pra chegar à mesa, todo o resto atrasa e o dia já começa enrolado – filosofou alguém.

Bem, o jeito foi ficar na fila aguardando o pão ficar pronto. A atendente comentou, muito sem jeito, que o padeiro havia faltado sem avisar e na hora de abrir a padaria não havia pão para servir. Então, o dono teve que assumir a tarefa às pressas. Ao que uma vizinha comentou, de mau humor: – O problema é que ele vai querer apertar demais o botão para apressar e o pão vai ficar cru por dentro. – Por mim, não tem importância, adoro pão abatumado – comentei.

Uma senhora, com cara de quem tinha acabado de acordar – e de muito mau humor – se postou à frente do balcão e eu pensei: "Lá vem bafão". Felizmente, foi alarme falso. Ela ficou ali, quietinha, aguardando.

– Mas, afinal – perguntou alguém no fim da fila – esse pão vai demorar muito pra sair? E lá veio a atendente, muito sem gracinha, informar que o pão ficaria pronto em cinco minutos.
– Ah, mas não fica mesmo, pode dobrar esse tempo aí – disparou a vizinha mal humorada – quando fala cinco pode contar que vai levar ainda bem uns 10 minutos ou mais. E não é que a danada tinha razão? Quinze minutos depois, quando alguns clientes já estavam desistindo de esperar, o pão ficou pronto e foi uma alegria geral.

E eu, que na confusão errei a conta e pedi menos pão do que precisava, voltei em seguida para completar a compra. Só que o pão já havia acabado e uma nova fila estava começando para aguardar a próxima fornada. A bagunça começou a se instalar de novo e eu achei melhor dar meia volta e retornar pra casa. Fica pra amanhã!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Desapego



Recebi e gostaria de compartilhar esta mensagem:

Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo, no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio. O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros. As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.
– Onde estão seus móveis? – perguntou o turista.
E o sábio, bem depressa, olhou ao redor e perguntou:
– E onde estão os seus?
– Os meus? – surpreendeu-se o turista. – Mas estou aqui só de passagem!
- Eu também! – concluiu o sábio.
"A vida na Terra é somente uma passagem. No entanto, alguns vivem como se fossem ficar aqui eternamente, e se esquecem de ser feliz."

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O doce sabor dos domingos

Sou daquelas que diante de um fim de semana planeja fazer um milhão de coisas: dormir até mais tarde, colocar alguns afazeres em dia, limpar um armário, cuidar das plantas, escrever um texto, preparar um almoço, fazer uma sobremesa, adiantar a leitura de um livro, visitar um amigo... Mas, que nada! No domingo à noite faço as contas e verifico que não fiz nada daquilo que estava pretendendo. E o motivo é sempre o mesmo: acabo me excedendo no descanso.

Agora, vamos combinar, quer coisa melhor do que passar o domingo inteiro morgando? Melhor ainda se tiver por perto umas barras de chocolate, um pote de sorvete, biscoitinhos de nata, café capuccino, bombons caseiros... Ah, não tem boa intenção que resista! O jeito é relaxar e deixar tudo para fazer no próximo fim de semana. Quem sabe...

sábado, 20 de agosto de 2011

Frases interessantes

Estou lendo Comprometida, de Elizabeth Gilbert (também autora do sucesso Comer, rezar, amar), e na apresentação do livro uma expressão me surpreendeu e me encantou: “Não há risco maior que o matrimônio. Mas nada é mais feliz do que um casamento feliz”. Não me lembro de já ter visto uma definição melhor para esse tremendo desafio que é o casamento.

Esse é um terreno – o do casamento – no qual não me atrevo muito a pisar. Não me sinto à vontade para falar de um assunto no qual fracassei, embora tenha me esforçado para que desse certo. Mas, nem por isso deixo de admirar quem consegue levar um casamento até o fim. E acho até que as pessoas deveriam empenhar todas as suas forças pelo sucesso dessa aliança. Cá pra nós, dá gosto ver um casal envelhecer junto, mantendo a cumplicidade, a harmonia, o carinho e o amor.

Outra coisa que achei curiosa é que a frase citada no livro de Gilbert é do escritor e político britânico Benjamin Disraeli e data de – veja só! – 1870. (A expressão foi usada em uma carta de cumprimentos pelo noivado da filha da rainha Vitória.)

O rapaz, que publicou várias obras e foi o primeiro-ministro britânico preferido da rainha, era, realmente, um exímio construtor de frases interessantes e muitas de suas tiradas permanecem muito atuais. Quer ver?

Quando os homens são puros, as leis são desnecessárias; quando são corruptos, as leis são inúteis;

Conscientizar-se da própria ignorância é um grande passo para aprender;

Nascemos para amar. O amor é o princípio da existência e o seu único fim;

Ama-se mais o que se conquista com esforço;

Há pessoas silenciosas que são muito mais interessantes que os melhores oradores.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Burrice tem custo


Olha só! Descobri que estou pagando junto com a minha conta telefônica um seguro no valor de R$ 12,59 e um tal serviço de consulta de R$ 4,90. Todo mês. E há mais de um ano.

E sabe por que? Por falta de conferência na conta. Ou, melhor dizendo, por burrice. Como o meu plano incluía duas linhas, mais o serviço de BR Turbo, mais Bina, fazia o pagamento sem verificar item por item, observando apenas se havia ou não excesso nas ligações.

Já que adquiri um plano novo, incluindo telefone celular, e a conta do fixo continuou vindo em separado, liguei para verificar e fiquei sabendo que isso estava ocorrendo em razão dos serviços de terceiros, ou seja, do seguro e do bendito serviço de consulta que ainda não entendi para que serve.

Segundo a atendente da operadora, ambos os serviços foram contratados e a contratação foi gravada, porém, essa gravação não está disponível. “Senhora, não temos acesso a essa gravação”, insistiu a moça com aquela entonação de boa educação fingida e também o supervisor dela, com quem eu pedi para falar.

Pelo jeito, só me resta o caminho da justiça para reaver o meu rico dinheirinho, que só no último ano totalizou R$ 209,88, o que corresponde a dois pares de sapato ou uma boa calça jeans ou um DVD Player ou... .

E você, tem conferido as contas que está pagando ou vai usar um chapéu de asno que nem eu?


quinta-feira, 14 de julho de 2011

A moça e a vaga do idoso

Chegando ao shopping, vi uma jovem manobrando para estacionar numa vaga para idoso. Parei o carro e fiquei observando ela desembarcar de sua bela caminhonete, pegar a bolsa e, lépida e fagueira, seguir em direção à porta principal do shopping. E eu fiquei ali, de boca aberta, surpresa com a cara de pau da garota. E indignada!

Por que alguém de vinte e poucos anos ocupa uma vaga reservada aos idosos? Porque não tem educação. Porque não tem princípios. Porque não tem valores. Valores que a maioria de nós recebeu dos pais, que os receberam de nossos avós e que agora procuramos transmitir aos nossos filhos e netos. Valores que essa moça, como tantas outras moças e moços, não receberam ou não absorveram ou perderam, ou, ainda, não fazem questão de respeitar.

São esses valores que fazem diferença dentro da sociedade e que, aliás, estão sendo tão necessários nesses tempos de tanto mau-caratismo.

O problema do uso indevido das vagas especiais foi motivo de uma campanha realizada pela agência TheGetz, em Curitiba, que usou como argumento a situação inversa. Veja o vídeo: