Então, na tela, mais um BBB. Algo de novo? Nada. O velho festival de
caras e bundas, amassos e pegação na piscina, na grama, na cama. “Heróis” mais
que nutridos e entupidos de sólidos e de líquidos, se esbaldando nas pistas de
dança e protagonizando o milionário show que vende carros, bebidas, alimentos, xampu,
sabão e o que quer que seja.
Os brothers, cujo talento não costuma ir muito além de se exibir com
pouca roupa, sacudir o traseiro e se refestelar na piscina, são exímios em
promover baixarias, armadas ou não, que ganham proporções gigantescas, levando
a audiência nas alturas e triplicando os ganhos da emissora. Vale tudo nesse
jogo que atropela valores feito um rolo compressor.
Enquanto isso, tanta gente competente fora do ar. Artistas talentosos
que poderiam nos brindar com sua arte não têm espaço na TV.
Mas, nem por isso nós, que estamos do lado de cá da tela, temos que
engolir essa baboseira. É só usar o controle remoto. Para mudar o canal ou,
simplesmente, para desligar a TV. De minha parte, troco o BBB por um bom livro.





