Eu já consegui superar muitas
limitações, como dirigir, parar de fumar, fazer exercícios físicos, ficar
alguns períodos sem consumir doces... Mas tem uma coisa que eu não consigo
superar: a dificuldade de falar inglês. Já virei até piada para minhas filhas.
“Mãe, fala Harry”, provocam elas, rachando de rir com meus “Reury”, “Rery”,
“Eury”...
Isso vem desde o ginásio – sim, eu sou
do tempo em que o ensino fundamental era dividido entre primário e ginásio –
quando tínhamos um professor que não sabia nem falar e nem ensinar inglês.
Felizmente, ele também não sabia corrigir as provas, então eu ia passando de
ano. Mais tarde, na faculdade, eu tive que fazer duas línguas, o espanhol, que
sempre tirei de letra, e o bendito inglês, uma barreira que consegui ultrapassar
a muito custo, com a ajuda dos colegas e muita – muita mesmo – consideração do
professor.
Eu conheço o significado de um bom
número de palavras e expressões e consigo entender muita coisa que se fala,
principalmente depois que comecei a prestar mais atenção nos diálogos dos
filmes e seriados. Agora, quanto a pronúncia... ah, essa eu passo. Não queira
me ouvir falando friends, girl, answer, wednesday, white, sausage, married…, entre tantas
outras. A não ser, é claro, que você queira dar uma boas gargalhadas.





