sexta-feira, 15 de março de 2013

Cheiro de Páscoa



A Páscoa está chegando. Já estou sentindo o cheiro dela. Até porque, não tem como não sentir. As lojas estão abarrotadas de ovos de chocolates. E dos mais variados tipos e modelos. Tem ovo representando quase todos os sabores de chocolate. Tem ovo grande. Tem ovo pequenininho. Tem ovo com surpresinha. Tem ovo só para meninos. Tem ovo só para meninas. Tem até ovo que não é ovo, é um bombom ou é uma maletinha.
O cheiro da Páscoa me leva a fazer uma viagem pela minha infância, quando os ovos não eram de chocolate, eram de açúcar. Delicadas peças de açúcar brancas, enfeitadas com florzinhas de anilina azuis, amarelas e cor de rosa. Um pouquinho enjoativos, pelo excesso de açúcar, mas verdadeiras obras primas que faziam a alegria da criançada.
Mas o melhor da festa eram mesmo os ovinhos caseiros que a minha mãe fazia às escondidas para nos surpreender no domingo de Páscoa. Eram ovinhos de galinha guardados por semanas e então pintados com papel de seda colorido e recheados com amendoim açucarado, que no Sul chamamos de carapinha.
Depois de prontos, os ovinhos eram colocados em cestas feitas com caixas de papelão e enfeitadas com franjas coloridas, que depois eram escondidas para serem encontradas no domingo de Páscoa. O trabalho era todo da mamãe, mas o crédito era todo do coelhinho.
Que saudade!

segunda-feira, 11 de março de 2013

Pobres de nós, pobres clientes!




Quando a gente sai para fazer compras, encontra de tudo, principalmente falta de atendimento. Na maior parte das vezes, a gente compra porque realmente quer comprar e não porque alguém se esforçou para vender o produto. Via de regra, o dito vendedor não sabe o preço, não sabe se tem outra cor ou tamanho, não sabe informar as características do que está vendendo. Se você não está muito determinado a comprar, sai da loja de mão vazias. Caso contrário, faz o papel dele, vendedor, ou pelo menos o que ele deveria fazer, e se atraca a uma busca incansável até encontrar o que precisa.
Lojas de telefonia, de eletrônicos e de móveis e eletrodomésticos, por exemplo, que vendem através de propaganda, entendem que você vai à loja somente para buscar o produto. Só que não é bem assim. A gente – principalmente nós da geração mais antiga –, também quer ver, pegar, testar, comparar, enfim, confirmar se é aquilo mesmo que se quer comprar. E aí é a hora do stress. Começa que o vendedor tem que ser pego no laço. Ele está sempre o mais distante possível do cliente. Quando ele vem te atender, já deixou alguém esperando e aí o cara que tá esperando lá do outro lado quer mobiliar a casa e você, apenas uma frigideira. Dá pra imaginar o resultado do atendimento.
É claro que isso tudo tem exceções e eu me sinto gratificada quando encontro pela frente um bom vendedor, um profissional que se esforça para atender os desejos do cliente, não importa se você está comprando o carro ou apenas o pneu. Porque, senão, é melhor comprar pela Internet. Contato frio por contato frio...
A bem da verdade, fala-se tanto em encantar o cliente, mas isso ainda está muito no campo da teoria, preso aos discursos, às salas de treinamento, e longe da prática. Então, quando a gente se depara com casos em que a empresa se preocupa em proporcionar um bom atendimento, temos que propagar isso.
Por isso, aproveito este post para render uma homenagem a algumas marcas que estão conectadas com esse desafio, como a Nissin-Miojo, que atendeu prontamente a uma reclamação referente a um saquinho de tempero que estava aberto dentro do pacote, telefonando e tomando todas as providências para a troca do produto, o que incluiu até mesmo o envio de uma caixinha de Sedex, já adesivada com os dados do destinatário e remetente, para despachar o produto danificado para análise, sem custo ao cliente. Junto, dois pacotinhos de macarrão e uma sacola promocional.
Procedimento semelhante foi tomado diante de uma reclamação pela Petybon, que enviou um mensageiro para fazer a substituição do produto, depois de ter apurado as informações e ter se desculpado por telefone.
Também tem o caso da Kibon, contactada por conta de um picolé com defeito, que enviou um pedido de desculpas através de um pacote de picolés entregue em casa pelo caminhão refrigerado que faz o abastecimento das lojas.
São três bons exemplos em que a atenção com o cliente está incorporada, de fato, à gestão da empresa. Que é quem ganha no final, pois na hora da compra, recebe em troca a atenção e a fidelidade do cliente. Em casa, por exemplo, essas marcas têm lugar garantido na mesa. Chova ou faça sol! 

terça-feira, 5 de março de 2013

Crime e castigo



Cada qual tem o seu pior castigo: a visita da sogra, o dia em que o salário acaba, a energia que vai embora bem na hora da novela, o pneu que fura a caminho da festa, a chateação do vizinho intrometido.
O meu pior castigo é abrir mão do açúcar. Não do açúcar propriamente dito, mas do açúcar embutido nos bombons, nas barras de chocolate, no sorvete, nos pudins, nas tortas e nos pavês, nas bombas e – ah delícia! – nas massas folhadas entupidas de creme de baunilha.
Sempre que a balança pesa demais em meu desfavor, é hora de desacelerar. É hora de apelar para uma dieta que passa longe dos meus amados docinhos. E aí começa o castigo. A cabeça dói. A boca seca. A mente trapaceia, é só uma paçoquinha!. O organismo pede! Clama! Implora!
E aí, não tem dieta que aguente! Quando me dou conta já estou cometendo aquele que é, por extensão, o meu pior crime: devorar compulsivamente o conteúdo doce da geladeira.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

É... tá na hora de voltar com o blog.



Já não era sem tempo! Depois de cinco meses fora do ar, decidi retornar com o blog. O afastamento não foi programado. Aliás, foi totalmente involuntário. Uma coisa foi se somando à outra. Primeiro, fiquei sem ideias, em seguida, sem empregada e, por fim, me envolvi com tantos assuntos e terminei perdendo muito tempo e o rumo do blog.
Mas eu voltei. E agora pra ficar. (Olha o Roberto Carlos aí, me inspirando, e eu nem sou muito fã)
Então, muita coisa aconteceu nesse tempo. Muita coisa que renderia um texto, um novo post. Como o dia em que levei uma hora e meia pra voltar pra casa em razão das benditas obras da Copa. Teve a eleição do Renan Calheiros, que indignou a mim e mais milhões de brasileiros. Também a minha briga com a Sky, que deixou a gente em casa quase 30 dias sem sinal e que só se resolveu via PROCON. Ah, e que tal o meu reencontro com a Grapette, o saudoso refrigerante que eu tomava quando criança e que conserva o mesmo slogan Quem bebe Grapette repete?
É... já está mais do que na hora de voltar com o blog!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

É preciso conservar a esperança



Existe muito fundamento quando as pessoas falam que a política não é para gente de bem; que a política não respeita escrúpulos; que fazer política é coisa de mafioso. Apoiando um candidato a vereador, tenho estado um pouquinho mais perto dessa coisa que me venderam como um antro de corrupção. E que, infelizmente, não é menos do que isso. Vale, portanto, o preço justo.
Tenho ouvido fatos capazes de ofender os princípios morais de qualquer cidadão. Nesse mercado, compra-se e vende-se de tudo: votos, candidaturas, eleitores, cargos. Os preços variam e o produto tanto pode custar alguns milhares de reais – dizem que tem casos até de contagem em milhões – como alguns poucos trocados, um tanque de combustível, uma cesta básica e até mesmo um baguncinha ou uma coca-cola.
É claro que a legislação não permite isso. Mas o famoso jeitinho brasileiro ajeita tudo. Do mesmo jeito que ajeita tantas outras violações. E eu acredito que por algum tempo essa promiscuidade que caracteriza a política ainda se refletirá nos resultados das eleições, porque está incorporada na cultura de um povo que está acostumado a tirar vantagem em tudo, sem se importar muito com as consequências.
Mas nem por isso devemos desanimar. Ao contrário, temos é que combater com mais ênfase essa prática antiga de troca de favores, começando por agir e exigir de nossos candidatos honestidade e dignidade.
Gente do bem como nós deve manter a firmeza e, antes de tudo, a esperança. Esperança de que é possível melhorar a saúde, a educação, o bairro em que vivemos, a cidade, o país. Esperança de que a vida possa, de fato, ter mais valor que o dinheiro. Esperança de que ser honesto, digno e honrado não seja motivo de envergonhar. E sim de orgulhar.

sábado, 8 de setembro de 2012

Revolta



Ao ver nosso carro arrombado, saindo do hospital onde acompanhava minha filha que não estava passando bem, quase explodi, de raiva, de desalento, de revolta. A princípio quis me culpar por ter deixado o carro na rua, mas havia mais de uma centena de carros no entorno e eu não podia esperar que isso viesse a acontecer, além de que o hospital não possui local adequado para o público deixar seus veículos e o estacionamento privado existente nas imediações está sempre lotado. Mas logo me recobrei e me eximi da culpa. Sim, porque o bandido era outro, era o cara que teve a ousadia de quebrar o vidro da porta e furtar o que lhe convinha. Então, a raiva cresceu e fiquei imaginando a cara do sujeito, a sua total falta de escrúpulo, e o quanto ele merecia ser punido por se apossar do que não lhe pertence.
Desse bandido, a minha atenção mental se voltou para o outro delinqüente, tão criminoso quanto aquele, que é o receptador. E fiquei imaginando a cara dele, a sua total falta de escrúpulo, e o quanto ele merecia ser punido por adquirir mercadoria roubada.
E então, me revoltei mais ainda, o que de pouco adianta porque faço parte de uma massa cuja voz soa fraca, uma massa que é vítima impotente num país onde reina a impunidade e onde os valores perderam seu valor. 
Eu sou do tipo que não compra nem CD/DVD pirata para não estimular a pirataria. Os princípios que aprendi com meus pais repassei para meus filhos. Vejo muitos assim como eu e acho que formamos uma corrente do bem, que paga o pato pela falta de princípios dos outros e que padece pela precária justiça humana.
É claro que já refleti que o episódio do arrombamento poderia ter envolvido um susto maior, uma arma, sangue e, quem sabe, uma tragédia. E agradeço a Deus pelos danos terem sido puramente materiais. O que não me impede de erguer a voz pedindo punição rigorosa para os ladrões, um passo importante para resgatar os valores éticos. Valores que distinguem os homens dos animais.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Eu voto na integridade



Como quase todo bom brasileiro, eu sempre procurei me manter fora das discussões políticas. Na hora de votar, me limitava a atender o pedido de algum amigo candidato ou amigo de candidato e já aconteceu de um ano ou dois depois nem me lembrar em quem havia votado. Na última eleição fiz diferente, escolhi a dedo um candidato a senador e apostei nele. Coloquei o adesivo no meu carro e fiz uma singela campanha, falando dele para os amigos mais próximos. E não me arrependi.
Meu candidato tem sido um farol a iluminar o ambiente escuro e tenebroso da política. A bem da verdade, ele está fazendo o que todo parlamentar deveria fazer e não faz. Ele faz porque, ao contrário da maioria dos seus pares, não se deixou enredar pela corrupção, uma peste que está impregnada no meio político e na elite que circula ao seu redor e que já consumiu dinheiro demais. Dinheiro que falta na saúde, na educação, na segurança e em tantos outros setores.
O meu candidato, hoje senador, chama-se Pedro Taques e, como eu, milhares de pessoas hoje o reverenciam. Pessoas que, como eu, querem mudar e mais do que querer, estão dispostas a fazer alguma coisa para mudar. Acho que já aguentamos demais, ficamos passivos demais. Está na hora de encarar o lamaçal sem medo de ser engolido por ele. E para isso não é necessário ser prefeito, nem governador, nem deputado ou senador. Basta fazer bom uso de um poder que todos nós temos nas mãos a cada vez que acontece uma eleição, o voto. E depois de eleger, usar o outro poder, o de cobrar.
De minha parte, estou comprometida com a eleição de um bom vereador, um homem do bem, com bagagem como professor, como trabalhador, como voluntário, como esportista, um homem que, em primeiro lugar, é honesto.  O meu candidato é uma pessoa íntegra que não está entrando na política para se beneficiar financeiramente, nem para favorecer alguém. E sim para representar a sociedade na busca de melhorar a educação, a saúde, o esporte, enfim, as condições de vida na cidade de Cuiabá, bem como exercer um papel fundamental, que é o de fiscalizar o bem público, visando impedir o desvio de recursos. É uma boa contribuição para a política começar a deixar de ser sinônimo de astúcia e se transformar num exercício de cidadania. Com ética, dignidade e honradez!