Tive muita sorte com algumas empregadas domésticas, que cuidavam de tudo em casa, começando pelas minhas meninas, que sempre foram prioridade, e até resolviam problemas cotidianos tipo trocar uma lâmpada, substituir a torneirinha do jardim ou contornar um vazamento de gás no botijão.
Pois, ultimamente, tenho parado mais tempo em casa e, coincidentemente, não tenho tido a mesma sorte com a empregada. Com isso, tem sobrado muita coisa pra eu fazer. E – convenhamos – quanto serviço tem numa casa pra se fazer! A gente amanhece e adormece trabalhando. Quando você pensa que acabou (ufa!), lá vem o cachorrinho e faz xixi no pé da mesa e quando você vai limpar, percebe que a toalha está suja e que seria melhor trocá-la. Enquanto está trocando a toalha, vê que a porta da geladeira está lambuzada e resolve limpar e, da porta, passa pra dentro da geladeira e... Não termina nunca!
E a campainha? Essa também não dá sossego. É o carteiro, o limpador de piscina, o agente de saúde, o vendedor ambulante, o catador de latinha, o pedinte... Ave!
Como é duro ser dona de casa!















