Uma
manhã dessas fui surpreendida com um aviso pregado com cola no muro de casa.
Com facilidade, já que se tratava de cola lavável, daquele tipo que até as
crianças usam, descolei o papel e o conteúdo da mensagem me surpreendeu ainda mais.
Tratava-se de uma campanha de difamação contra uma pessoa, um tal de Madson,
que mora no bairro vizinho.
O
autor das mensagens, se frequentou a escola, passou longe das aulas de
Português. Segundo ele, o seu desafeto morra
perto do auberge, tem cazo com o
Paulo e a mãe se xama Fernanda. Ele aviza que o rapaz também está se prostoituindo por dinheiro, mexendo com
drogas e é bom tomar cuidado porque ele tamboen
roba.
Dois
dias depois, uma nova mensagem. O texto era semelhante ao da primeira, com os mesmos
erros de português e no mesmo formato, uma tira de papel tipo Xamex recortada
com tesoura. Ao que parece, o texto foi digitado, copiado e colado várias vezes
na página e depois fotocopiado. E já não estava grudado só no muro da minha
casa, mas também no dos vizinhos.
Pobre
Madson, se essa campanha continuar, ele não vai escapar de ficar defamado. Quanto ao defamador, ah, esse vai ter que voltar pra escola.






